Nº de páginas: 355
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Coleção: Saga Crepúsculo
“De três coisas eu
estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele
– e eu não sabia que poder essa parte teria – que tinha sede do meu sangue. E
terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.
Coisa 2:
Crepúsculo é um livro muito querido pra mim. Eu realmente
gosto dele e terminei de relê-lo nesta manhã. Dizem que o Edward não é um
vampiro porque ele não é egoísta, mau e não sei mais o quê. Discordo
totalmente. Como em inúmeras estórias que conhecem, o bam bam bam se apaixona
pela única pessoa que é diferente. Nesse caso, é por ele não conseguir ler a
mente de Bella como faz com as outras. Ele é egoísta. Por ficar ao lado dela,
por fazê-la se apaixonar por ele, mesmo sabendo que é errado. Por continuar ao
lado dela, por sentir ciúmes e o demonstrar, por deixá-la perceber seu amor. Se
ele tivesse ficado no Alaska, bem longe dela, ele não teria sido egoísta. Mas
por voltar, por impor a sua presença e por ser quem é, Bella acaba encontrando
sua perdição. Tê-la matado seria menos egoísta do que ficar com ela, porque ele
sabia que, depois de morta, todo o esplendor do novo, do cheiro pelo qual se
apaixonou e tudo o mais lhe seriam retirados. É por esse motivo que ele se
apaixona por ela. E o amor deles, admito, é bem doce. Mas eu gosto. Já vi mais
melosos. E entendo. Há sempre a possibilidade de acabar, o tempo inteiro. Seja
por um descuido de Edward ou então por um acidente. Todos sabem que Bella não
deveria estar viva e, por isso, as situações mais impossíveis acontecem para
que a sua vida acabe. Primeiro deveria ter sido morta na sala, quando Edward
foi seu parceiro. Depois pela camionete e assim por diante. Eu acho uma
história realmente bela. É um amor impossível que ambos lutam para que não
acabe e isso me alegra. Alice, de todos, é minha personagem favorita. Nesse
livro sua participação não é constante, mas realmente a idolatro. A história
dela, de ter vivido em um calabouço quando humana, me parece ainda mais
interessante do que o romance Edward/Bela. Mesmo assim, não vejo motivos para
que pensem que Edward é menos vampiro do que Drácula, por exemplo. Os filmes
estragaram tudo. Nos filmes, Edward parece um boiola purpurinado. Mas não é. No
livro, sua beleza ao sol é magnânima. É algo que jamais poderá ser explicado. É
lindo, não um travesti. É descrito com tendo a pele lisa como mármore e,
perdoem-me, mas purpurina não é lisa. Nada lisa. E nem como mármore. E ele
cintila, sim, mas não como uma purpurina de carnaval. Detesto os filmes, como
puderam perceber. Essa é a minha opinião, claro, cada um tem a sua. Mas eu
gosto, acho interessante e é uma leitura simples e ininterrupta. Não há
necessidade de um dicionário, ou de pensar. Stephenie é simples com suas
palavras e escreve realmente bem. Não chega aos pés da genialidade de Stephen
King ou Geroge Martin, mas ainda assim é realmente boa. (escrito em 11 de janeiro, mas sem internet pra postar)
“Na luz do sol, Edward era chocante. Eu não conseguia me
acostumar com aquilo, embora o tivesse olhado a tarde toda. Sua pele, branca
apesar do rubor fraco da viagem de caça da véspera, literalmente faiscava, como
se milhares de diamantes pequenininhos estivessem incrustados na superfície.
Ele se deitou completamente imóvel na relva, a camisa aberta no peito
incandescente e escultural, os braços nus cintilando. As reluzentes pálpebras
pálidas como lavanda estavam fechadas, embora ele evidentemente não estivesse
dormindo. Uma estátua perfeita, entalhada em alguma pedra desconhecida, lisa
como mármore, cintilante como cristal.”

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