Ler é como saborear o seu doce preferido. Não importa o lugar, a circunstância ou momento, é sempre bem vindo. Acredito que todos nós nos alimentamos das letras que povoam nossos sonhos como grandiosos castelos de cristais dourados existentes nos contos de fadas. Não importa se seu doce se chama Harry Potter ou Crepúsculo ou se seu castelo é Hogwarts ou Forks, o importante é que você tem um castelo dourado, com um trono de espadas e um doce que o leva ao paraíso em segundos, retirando-o dessa realidade entediante. Aqui, nós duas, Amanda e Camila, queremos compartilhar nossos doces preferidos com vocês.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Crepúsculo

Título: Crepúsculo
Nº de páginas: 355
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Coleção: Saga Crepúsculo



“De três coisas eu estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele – e eu não sabia que poder essa parte teria – que tinha sede do meu sangue. E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.


Coisa 2:
Crepúsculo é um livro muito querido pra mim. Eu realmente gosto dele e terminei de relê-lo nesta manhã. Dizem que o Edward não é um vampiro porque ele não é egoísta, mau e não sei mais o quê. Discordo totalmente. Como em inúmeras estórias que conhecem, o bam bam bam se apaixona pela única pessoa que é diferente. Nesse caso, é por ele não conseguir ler a mente de Bella como faz com as outras. Ele é egoísta. Por ficar ao lado dela, por fazê-la se apaixonar por ele, mesmo sabendo que é errado. Por continuar ao lado dela, por sentir ciúmes e o demonstrar, por deixá-la perceber seu amor. Se ele tivesse ficado no Alaska, bem longe dela, ele não teria sido egoísta. Mas por voltar, por impor a sua presença e por ser quem é, Bella acaba encontrando sua perdição. Tê-la matado seria menos egoísta do que ficar com ela, porque ele sabia que, depois de morta, todo o esplendor do novo, do cheiro pelo qual se apaixonou e tudo o mais lhe seriam retirados. É por esse motivo que ele se apaixona por ela. E o amor deles, admito, é bem doce. Mas eu gosto. Já vi mais melosos. E entendo. Há sempre a possibilidade de acabar, o tempo inteiro. Seja por um descuido de Edward ou então por um acidente. Todos sabem que Bella não deveria estar viva e, por isso, as situações mais impossíveis acontecem para que a sua vida acabe. Primeiro deveria ter sido morta na sala, quando Edward foi seu parceiro. Depois pela camionete e assim por diante. Eu acho uma história realmente bela. É um amor impossível que ambos lutam para que não acabe e isso me alegra. Alice, de todos, é minha personagem favorita. Nesse livro sua participação não é constante, mas realmente a idolatro. A história dela, de ter vivido em um calabouço quando humana, me parece ainda mais interessante do que o romance Edward/Bela. Mesmo assim, não vejo motivos para que pensem que Edward é menos vampiro do que Drácula, por exemplo. Os filmes estragaram tudo. Nos filmes, Edward parece um boiola purpurinado. Mas não é. No livro, sua beleza ao sol é magnânima. É algo que jamais poderá ser explicado. É lindo, não um travesti. É descrito com tendo a pele lisa como mármore e, perdoem-me, mas purpurina não é lisa. Nada lisa. E nem como mármore. E ele cintila, sim, mas não como uma purpurina de carnaval. Detesto os filmes, como puderam perceber. Essa é a minha opinião, claro, cada um tem a sua. Mas eu gosto, acho interessante e é uma leitura simples e ininterrupta. Não há necessidade de um dicionário, ou de pensar. Stephenie é simples com suas palavras e escreve realmente bem. Não chega aos pés da genialidade de Stephen King ou Geroge Martin, mas ainda assim é realmente boa. (escrito em 11 de janeiro, mas sem internet pra postar)



“Na luz do sol, Edward era chocante. Eu não conseguia me acostumar com aquilo, embora o tivesse olhado a tarde toda. Sua pele, branca apesar do rubor fraco da viagem de caça da véspera, literalmente faiscava, como se milhares de diamantes pequenininhos estivessem incrustados na superfície. Ele se deitou completamente imóvel na relva, a camisa aberta no peito incandescente e escultural, os braços nus cintilando. As reluzentes pálpebras pálidas como lavanda estavam fechadas, embora ele evidentemente não estivesse dormindo. Uma estátua perfeita, entalhada em alguma pedra desconhecida, lisa como mármore, cintilante como cristal.”


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