Ler é como saborear o seu doce preferido. Não importa o lugar, a circunstância ou momento, é sempre bem vindo. Acredito que todos nós nos alimentamos das letras que povoam nossos sonhos como grandiosos castelos de cristais dourados existentes nos contos de fadas. Não importa se seu doce se chama Harry Potter ou Crepúsculo ou se seu castelo é Hogwarts ou Forks, o importante é que você tem um castelo dourado, com um trono de espadas e um doce que o leva ao paraíso em segundos, retirando-o dessa realidade entediante. Aqui, nós duas, Amanda e Camila, queremos compartilhar nossos doces preferidos com vocês.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

... E o Vento Levou


Título: ... E o vento levou
Nº de Páginas: 801
Autora: Margaret Mitchell
Editora: Hemus
Edição: 1964

"Um relato apaixonante sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Conheça a linda e tempestuosa Scarlett O'Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de suas provações"

- sinopse pega no site  http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/447467/e-o-vento-levou  porque meu livro já estava reencadernado e, por isso, não continha mais a página da sinopse.




Coisa 2:
Certo… ainda estou embasbacada com esse livro. Simplesmente embasbacada. É, como todos sabem, um clássico da literatura. Acabei de chegar à sua última página e tudo em que consigo pensar é que me deparei com uma gênia. A versão que eu li é realmente antiga, então tive de me acostumar a uma linguagem diferente. A palavra “dançar” até me parece errada depois de tantas vezes que a li escrita com a letra “s”. Penso que sou privilegiada por ter podido escolher uma versão mais antiga, porque tenho certeza de que as atuais sempre perdem algo. Ou o sotaque dos negros, ou então a magia que envolvia aquela época complicada. Simplesmente me apaixonei por esses personagens complexos e bem elaborados. Rhett Butler é simplesmente encantador, com o mistério tão simplório que o envolve. Ao final do livro, assim como em seu decorrer, fica simplesmente tão simples de ler seus sentimentos que é apenas a egoísta Scarlett O’Hara que não os percebe. O incrível é que essa pequenina mulher destemida nunca deixou de ser uma O’Hara, tão valente quanto seu pai irlandês, não importando quantas vezes mudava de sobrenome. Nenhum homem era capaz de subjuga-la e por isso nunca se apaixonou por eles. Apenas quando o misterioso Butler lhe nega o amor que deveria sentir por ela é que nossa maravilhosa guerreira egoísta começa a lhe prestar atenção. E o que começa sendo ódio e desprezo torna-se a amizade mais linda que jamais verei novamente. Finalmente, ela encontra alguém que a entenda. Treinada para ser uma Senhora, tudo o que consegue fazer é lutar pela sua amada Tara e por dinheiro, sem perceber que o que mais deseja no mundo jamais será encontrado no segundo. O que ela quer é paz. E não posso esquecer Melly, a doce e ingênua esposa de Ashley. Ela se prova uma das personagens mais fortes da história, mesmo que ninguém acredite que ela possa ter visto o mal. Nem mesmo a guerra e o pavor a fazem perder a ingenuidade. Todos na história continuam os mesmos, pois o que mais amam é sua soberania e sua honra. Scarlett, entretanto, preocupa-se muito mais com as colinas vermelhas que já abrigaram acres e mais acres de algodão crescente. Até o final, e mantenho a minha opinião, penso que é o que ela mais ama no mundo. Sua Tara. Não mede esforços para recuperá-la quando pensa poder perdê-la. Ninguém entende seu amor pela terra da Geórgia. Apenas Rhett, que prova ser realmente observador e conhecê-la melhor que qualquer um. Rhett Butler, ao meu ver, é o único ser capaz de amar Scarlett depois de conhecer sua verdadeira natureza. E, ainda assim, mesmo sabendo do egoísmo escancarado, da crueldade prazerosa e de todos seus defeitos, Scarlett simplesmente me encanta. Isso tudo porque ela venceu em uma carreira que era destinada apenas a homens. A admiro mais do que a qualquer outro personagem, porque, mesmo que não o percebam, ela salvou da miséria bem mais do que apenas a si mesma. Salvou as irmãs pelas quais não sente nenhum amor, salvou Melânia, por quem, no início, sentia um ódio profundo, salvou tia Pitty, que considerava fraca e muitos outros. É, realmente, um dos melhores livros que já caíram em minhas mãos. Detalhado e especial, levarei comigo, para sempre, o lema de Scarlett: “Amanhã hei de pensar em tudo isso.  Então terei mais forças”. Foi como sobreviveu à morte de todos que amava e não se deixou levar pela tristeza. Enquanto ela não pensar, pode fingir que não aconteceu. Se leu até aqui, por favor, faça um favor à sua criatividade e aumente sua cultura ao ler esse livro. Vale a pena, acredite em mim.


" - [...] E vocêê, Scarlett, está mesmo precisando de muitos beijos! O seu mal é êsse. Todos os seus apaixonados a têm respeitado demais, só Deus sabe porque! Talvez tenham tido receio de excederem-se... O fato é que você está se tornando de-veras insuportável. Devia ser beijada, e por alguém que tivesse experiência disso.
[...]
- E pensa, naturalmente, que você é a pessoa indicada, não é? - perguntou com sarcasmo, dominando dificilmente o mau humor.
- Certamente, se eu quisesse me dar êsse incômodo - respondeu êle negligentemente - Elas dizem que eu beijo muito bem"

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