Título: ... E o vento levou
Nº de Páginas: 801
Autora: Margaret Mitchell
Editora: Hemus
Edição: 1964
Edição: 1964
"Um relato apaixonante sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Conheça a linda e tempestuosa Scarlett O'Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de suas provações"
- sinopse pega no site http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/447467/e-o-vento-levou porque meu livro já estava reencadernado e, por isso, não continha mais a página da sinopse.
Certo… ainda estou embasbacada com esse livro. Simplesmente
embasbacada. É, como todos sabem, um clássico da literatura. Acabei de chegar à
sua última página e tudo em que consigo pensar é que me deparei com uma gênia.
A versão que eu li é realmente antiga, então tive de me acostumar a uma
linguagem diferente. A palavra “dançar” até me parece errada depois de tantas
vezes que a li escrita com a letra “s”. Penso que sou privilegiada por ter
podido escolher uma versão mais antiga, porque tenho certeza de que as atuais
sempre perdem algo. Ou o sotaque dos negros, ou então a magia que envolvia
aquela época complicada. Simplesmente me apaixonei por esses personagens
complexos e bem elaborados. Rhett Butler é simplesmente encantador, com o
mistério tão simplório que o envolve. Ao final do livro, assim como em seu
decorrer, fica simplesmente tão simples de ler seus sentimentos que é apenas a
egoísta Scarlett O’Hara que não os percebe. O incrível é que essa pequenina
mulher destemida nunca deixou de ser uma O’Hara, tão valente quanto seu pai
irlandês, não importando quantas vezes mudava de sobrenome. Nenhum homem era
capaz de subjuga-la e por isso nunca se apaixonou por eles. Apenas quando o
misterioso Butler lhe nega o amor que deveria sentir por ela é que nossa
maravilhosa guerreira egoísta começa a lhe prestar atenção. E o que começa sendo
ódio e desprezo torna-se a amizade mais linda que jamais verei novamente.
Finalmente, ela encontra alguém que a entenda. Treinada para ser uma Senhora,
tudo o que consegue fazer é lutar pela sua amada Tara e por dinheiro, sem
perceber que o que mais deseja no mundo jamais será encontrado no segundo. O
que ela quer é paz. E não posso esquecer Melly, a doce e ingênua esposa de
Ashley. Ela se prova uma das personagens mais fortes da história, mesmo que
ninguém acredite que ela possa ter visto o mal. Nem mesmo a guerra e o pavor a
fazem perder a ingenuidade. Todos na história continuam os mesmos, pois o que
mais amam é sua soberania e sua honra. Scarlett, entretanto, preocupa-se muito
mais com as colinas vermelhas que já abrigaram acres e mais acres de algodão
crescente. Até o final, e mantenho a minha opinião, penso que é o que ela mais
ama no mundo. Sua Tara. Não mede esforços para recuperá-la quando pensa poder
perdê-la. Ninguém entende seu amor pela terra da Geórgia. Apenas Rhett, que
prova ser realmente observador e conhecê-la melhor que qualquer um. Rhett
Butler, ao meu ver, é o único ser capaz de amar Scarlett depois de conhecer sua
verdadeira natureza. E, ainda assim, mesmo sabendo do egoísmo escancarado, da
crueldade prazerosa e de todos seus defeitos, Scarlett simplesmente me encanta.
Isso tudo porque ela venceu em uma carreira que era destinada apenas a homens.
A admiro mais do que a qualquer outro personagem, porque, mesmo que não o
percebam, ela salvou da miséria bem mais do que apenas a si mesma. Salvou as
irmãs pelas quais não sente nenhum amor, salvou Melânia, por quem, no início,
sentia um ódio profundo, salvou tia Pitty, que considerava fraca e muitos
outros. É, realmente, um dos melhores livros que já caíram em minhas mãos.
Detalhado e especial, levarei comigo, para sempre, o lema de Scarlett: “Amanhã
hei de pensar em tudo isso. Então terei mais forças”. Foi como
sobreviveu à morte de todos que amava e não se deixou levar pela tristeza.
Enquanto ela não pensar, pode fingir que não aconteceu. Se leu até aqui, por
favor, faça um favor à sua criatividade e aumente sua cultura ao ler esse
livro. Vale a pena, acredite em mim.
" - [...] E vocêê, Scarlett, está mesmo precisando de muitos beijos! O seu mal é êsse. Todos os seus apaixonados a têm respeitado demais, só Deus sabe porque! Talvez tenham tido receio de excederem-se... O fato é que você está se tornando de-veras insuportável. Devia ser beijada, e por alguém que tivesse experiência disso.
[...]
- E pensa, naturalmente, que você é a pessoa indicada, não é? - perguntou com sarcasmo, dominando dificilmente o mau humor.
- Certamente, se eu quisesse me dar êsse incômodo - respondeu êle negligentemente - Elas dizem que eu beijo muito bem"

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