Ler é como saborear o seu doce preferido. Não importa o lugar, a circunstância ou momento, é sempre bem vindo. Acredito que todos nós nos alimentamos das letras que povoam nossos sonhos como grandiosos castelos de cristais dourados existentes nos contos de fadas. Não importa se seu doce se chama Harry Potter ou Crepúsculo ou se seu castelo é Hogwarts ou Forks, o importante é que você tem um castelo dourado, com um trono de espadas e um doce que o leva ao paraíso em segundos, retirando-o dessa realidade entediante. Aqui, nós duas, Amanda e Camila, queremos compartilhar nossos doces preferidos com vocês.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Eu seria capaz de jurar que é aquele seu lobo que o mantém vivo. A criatura fica junto à sua janela dia e noite uivando. E sempre que o afugentam, ele volta. O mestre disse que uma vez fecharam a janela, para abafar o barulho, e Bran pareceu ficar mais fraco. Quando voltaram a abril-la, seu coração bateu com mais força."

Coisa 1: Eu tô na área! Oi oi gente, e o livro vencedor é, nada mais, nada menos que : tãm-tãm-tãm-tãm A Guerra dos Tronos, do excelentíssimo Georg R. R. Martin, um senhor bacana de barba branca e com uma mente genial! Uma trama envolvente, o primeiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo é uma insaciável sobremesa. É como viajar num mundo onde as leis não existem. É você e os seus personagens prediletos (A-R-Y-A!!).
Você vibra, chora, torce e mergulha mais e mais fundo. Dando origem à série de grande sucesso, Game of Thrones, esta saga envolvente não vai te deixar em paz. Quando você fechar os olhos, o livro vai te chamar para saber o que vem a seguir. Só tenho a agradecer ao autor pela maravilhosa - e criativa, e deslumbrante, e perfeita, e apaixonante... - aventura que ele nos proporciona. Três vivas para Martin, cavaleiros! E, damas, façamos as reverências ao grande Lord Georg, criador de Winterfell.

“A maior parte de nós não é tão forte. O que é a honra comparada com o amor de uma mulher? (…) Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia”. ( pág. 467).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Édipo Rei

Título: Édipo Rei
Nº de páginas: 92
Autor: Sófocles
Editora: L&PM Pocket


"Atormentado pela profecia de Delfos, de que iria matar o pai e desposar a mãe, Édipo tenta - inutilmente - fugir de seu destino..."



Coisa 2:

O livro conta o mito de Édipo. Édipo ouve uma profecia dizendo que ele mataria o pai e desposaria a mãe. Por isso vai para longe da casa dos pais para descobrir que eles não eram seus pais biológicos. No caminho, mata o pai biológico sem saber e, depois, assume sua esposa, também sem ter conhecimento da verdadeira identidade deles. A linguagem é bem antiga, mas o livro é bom. É uma leitura rápida, não se leva mais de duas horas pra ler o livro e é interessante também. Eu, particularmente, gostei. Não leio esse gênero, normalmente, e achei interessante, recomendo pra quem gosta da mitologia grega. 


"ÉDIPO: Oh! Ai de mim! então no final tudo seria verdade! Ah! luz do dia, que eu te veja pela última vez, já que hoje me revelo o filho de quem não devia nascer, o esposo de quem não devia ser, o assassino de quem não devia matar!"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

3096 dias

Título: 3096 dias
Nº de páginas: 223
Autora: Natascha Kampusch
Editora: Verus


Essa história é real.

“Agora me sinto forte o bastante para contar a história do meu sequestro”
“Meu cativeiro é algo com que vou ter de lidar durante toda a minha vida, mas, aos poucos, acredito que não serei mais dominada por ele. Ele é parte de mim, mas não é tudo. […] Ao escrever este relato, tentei encerrar o capítulo mais longo e sombrio de minha vida. Sinto-me aliviada, porque pude encontrar palavras para o que considero indescritível e contraditório.”
Natascha Kampusch

"Natascha Kampusch sofreu o destino mais terrível que poderia ocorrer a uma criança: em 2 de março de 1998, aos 10 anos, foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador – o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil – a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3096 dias.
Nesse período, ela foi submetida a todo tipo de abuso físico e psicológico e precisou encontrar forças dentro de si para não se entregar ao desespero.
Agora, pela primeira vez, Natascha Kampusch fala abertamente sobre o sequestro, o período no cativeiro, seu relacionamento com o sequestrador e, sobretudo, como conseguiu escapar do inferno, permitindo ao leitor compreender os processos de transformação psicológica pelos quais passa uma pessoa mantida em cativeiro, sofrendo todo o tipo de agressão física e mental imaginável."

Coisa 2:
Esse é um dos pouco livros não-fictícios que eu já li. Não sei como explicar. Em alguns momentos eu precisei parar de ler, respirar fundo, pensar no que tinha acabado de descobrir.  Me apavorei com os horrores de Priklopil, mas ela deixou bem claro que ele tinha uma doença mental. Isso também fica claro pelo que ele fazia e dizia. Mas, em algum momento, eu parei de me surpreender com o que ele fazia. Continuei horrorizada, é claro, mas não estava mais surpresa. Me admiro por ela ainda estar viva depois de tudo o que passou. Pensei, enquanto que lia, que apareceriam as seguintes palavras: “essa foi a última surra de Natascha, pois ela não conseguiu sobreviver a ela e eu sou o sequestrador, contando a história dela para o mundo”. Mas, graças a Deus, isso não aconteceu. Ela sobreviveu pra contar pro mundo os horrores pelos quais passou. Me envolvi tanto na história que me via fazendo planos também, pra quando ela saísse. Quando eu tinha de interromper a leitura para dormir, por exemplo, sempre imaginava como seria quando ela descrevesse sua fuga. Imaginei algo ousado e então a veria ser recebia como heroína aqui fora. No nosso mundo. Fiquei decepcionada. Não com ela, obviamente. Estou até surpresa que tenha conseguido escapar, mas não revelarei como ela o fez. Isso cada um descobre ao ler o livro. Me admiro ao imaginar que ela tenha conseguido arrumar forças e passar pelos muros psicológicos que ela criou para si mesma. Uma pessoa na situação dela, tão dependente de uma única pessoa, tem que ter muita vontade, auto controle ou então tem que ter um impulso muito grande pra conseguir fugir. Eu pensei que ela não conseguiria. Principalmente quando eu vi o quanto ela precisava do sequestrador. A entendo, obviamente não compreendo, por não ter passado pelo que ela passou, mas eu entendo. Ela fugiu. Muitas pessoas jamais teriam conseguido fazê-lo. Mas o que realmente me surpreendeu foi o final. Depois de fugir, ela não foi considerada uma heroína ou alguém a ser admirada.
Por não querer continuar com o papel de vítima, foi julgada. Por querer dar a volta por cima e ser quem seria se nada tivesse acontecido, disseram que ela estava tentando ganhar dinheiro às custas de seu sequestro. Isso foi o que mais me surpreendeu. A triste realidade em que vivemos. A sociedade adora uma vítima, porque se sente superior a ela. Isso me subiu o sangue. A sociedade, no fundo, adora um Wolfgang Priklopil pra poderem chamar de mau. Assim, quando amparam as vítimas de pessoas como ele, a sociedade se sente superior e boa. Mas se a vítima demonstra força de vontade e determinação para viver sozinha, a sociedade não gosta mais tanto assim dela.
Para sobreviver ao cativeiro, Natascha teve que se adaptar. Por ser uma criança foi mais simples. Ela se acostumou à rotina dele. Ela começou a chamar o cativeiro de lar. Se não o tivesse feito, se tivesse se rebelado contra tudo e todos, se tivesse se recusado a procurar traços de humanidade no sequestrador e tivesse colocado na cabeça que estava convivendo com um monstro, ela teria enlouquecido. Mas, obviamente, não aceitaram o fato de que alguém que sequestrou uma criança de dez anos e a submeteu a uma anorexia forçada, espancamentos e confinamento pudesse ter um pouco de humanidade em si. Por isso disseram que ela tinha uma síndrome. A Síndrome de Estocolmo. Acho que isso a magoou mais do que qualquer outra coisa. Com o passar do tempo Natascha passou a entender seu sequestrador, mas acho que ela nunca vai superar o fato de acharem que ela, por ter usado tudo o que podia para não enlouquecer e continuar viva, inclusive se acostumar com a vida que levava e perdoar o sequestrador, sofre de uma Síndrome. Uma doença.
É uma das histórias mais emocionantes que já li. Não é a mais bem escrita e nem a mais comprida. Ou mesmo a mais detalhada, mas é o relato real de uma menina que fez o possível para sobreviver. E é sincero como nenhuma outra leitura que eu já fiz. Por isso recomendo, pois é uma leitura para a vida. Depois disso, você começa a ver as coisas de forma muito diferente.


“Meu cativeiro não era quadrado – tinha cerca de dois metros e setenta de comprimento, um metro e oitenta de largura e quase dois metros e quarenta de altura. Onze e meio metros cúbicos de ar malcheiroso. Não chegava a cinco metros quadrado, e era nesse espaço que eu andava como um tigre enjaulado, sempre de uma parede a outra. Seis passos pequenos para a frente e seis passos para trás correspondiam ao comprimento. A largura podia ser percorrida em quatro passos para frente e quatro para trás. Com vinte passos, eu fava a volta no cativeiro.”

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos - Oscar Wilde

Lua Nova

Título: Lua nova
Nº de páginas: 401
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca 
Coleção: Saga Crepúsculo


“Eu sabia que nós dois corríamos um risco mortal. Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira. Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido demais por minhas veias de novo. Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele. Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita – não curada, mas como se nunca tivesse havido ferida”


Coisa 2:

Então, esse também foi relido ontem de madrugada e eu até tinha me esquecido de muitas partes que eu adoro. A dor que a Bella sente, em alguns momentos, parece meio forçada, mas mesmo assim, penso que não é. Edward virara o mundo dela e, provavelmente, o fato de fazer parte do mundo sobrenatural devia ter acentuado a relação deles. Não penso que Edward tenha sido assim tão altruísta. Pelo que pude perceber, quando relemos os livros, seus detalhes se acentuam mais. E, na minha opinião, Edward partiu para se testar. Mesmo querendo muito, os primeiros toque e beijos foram um teste para si. Ele até mesmo admite em voz alta que está surpreso com seu alto controle. Então, penso que, ao fugir de Forks, ele estava pensando se conseguiria ficar longe e quanto tempo. Logo percebeu que falhara no teste, mesmo assim a fuga (e quase volta) foi por si mesmo e não por Bella. Sua natureza é egoísta e não há como ele lutar muito contra isso. Claro que jamais admitirá em voz alta que fez tal coisa por si mesmo ou para qualquer outro. Além disso,  é apenas uma suposição feita por mim. A verdade apenas Stephenie pode saber. É um livro que eu realmente gosto. Na primeira vez que eu o li, lembro de ter ficado com raiva por Jake estar assumindo o papel de Edward, mas ao reler sem esse preconceito, percebo que isso jamais poderia acontecer. Como ela mesma diz, Páris não faria Julieta infeliz, entretanto jamais conseguiria fazê-la se sentir tão resplandecente como com Romeu. Acho que ela queria que a história fosse o “novo Romeu e Julieta” entretanto não penso que tenha conseguido. Para mim, são histórias completamente diversas, cada uma com seu próprio esplendor.  (escrito em 12 de janeiro, não postado por falta de internet)


“ – Ele contou mais alguma coisa a você, Bella? Isso é importante. Você sabe o que ela quer?
- É claro – sussurrei – ela quer a mim


Crepúsculo

Título: Crepúsculo
Nº de páginas: 355
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Coleção: Saga Crepúsculo



“De três coisas eu estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele – e eu não sabia que poder essa parte teria – que tinha sede do meu sangue. E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.


Coisa 2:
Crepúsculo é um livro muito querido pra mim. Eu realmente gosto dele e terminei de relê-lo nesta manhã. Dizem que o Edward não é um vampiro porque ele não é egoísta, mau e não sei mais o quê. Discordo totalmente. Como em inúmeras estórias que conhecem, o bam bam bam se apaixona pela única pessoa que é diferente. Nesse caso, é por ele não conseguir ler a mente de Bella como faz com as outras. Ele é egoísta. Por ficar ao lado dela, por fazê-la se apaixonar por ele, mesmo sabendo que é errado. Por continuar ao lado dela, por sentir ciúmes e o demonstrar, por deixá-la perceber seu amor. Se ele tivesse ficado no Alaska, bem longe dela, ele não teria sido egoísta. Mas por voltar, por impor a sua presença e por ser quem é, Bella acaba encontrando sua perdição. Tê-la matado seria menos egoísta do que ficar com ela, porque ele sabia que, depois de morta, todo o esplendor do novo, do cheiro pelo qual se apaixonou e tudo o mais lhe seriam retirados. É por esse motivo que ele se apaixona por ela. E o amor deles, admito, é bem doce. Mas eu gosto. Já vi mais melosos. E entendo. Há sempre a possibilidade de acabar, o tempo inteiro. Seja por um descuido de Edward ou então por um acidente. Todos sabem que Bella não deveria estar viva e, por isso, as situações mais impossíveis acontecem para que a sua vida acabe. Primeiro deveria ter sido morta na sala, quando Edward foi seu parceiro. Depois pela camionete e assim por diante. Eu acho uma história realmente bela. É um amor impossível que ambos lutam para que não acabe e isso me alegra. Alice, de todos, é minha personagem favorita. Nesse livro sua participação não é constante, mas realmente a idolatro. A história dela, de ter vivido em um calabouço quando humana, me parece ainda mais interessante do que o romance Edward/Bela. Mesmo assim, não vejo motivos para que pensem que Edward é menos vampiro do que Drácula, por exemplo. Os filmes estragaram tudo. Nos filmes, Edward parece um boiola purpurinado. Mas não é. No livro, sua beleza ao sol é magnânima. É algo que jamais poderá ser explicado. É lindo, não um travesti. É descrito com tendo a pele lisa como mármore e, perdoem-me, mas purpurina não é lisa. Nada lisa. E nem como mármore. E ele cintila, sim, mas não como uma purpurina de carnaval. Detesto os filmes, como puderam perceber. Essa é a minha opinião, claro, cada um tem a sua. Mas eu gosto, acho interessante e é uma leitura simples e ininterrupta. Não há necessidade de um dicionário, ou de pensar. Stephenie é simples com suas palavras e escreve realmente bem. Não chega aos pés da genialidade de Stephen King ou Geroge Martin, mas ainda assim é realmente boa. (escrito em 11 de janeiro, mas sem internet pra postar)



“Na luz do sol, Edward era chocante. Eu não conseguia me acostumar com aquilo, embora o tivesse olhado a tarde toda. Sua pele, branca apesar do rubor fraco da viagem de caça da véspera, literalmente faiscava, como se milhares de diamantes pequenininhos estivessem incrustados na superfície. Ele se deitou completamente imóvel na relva, a camisa aberta no peito incandescente e escultural, os braços nus cintilando. As reluzentes pálpebras pálidas como lavanda estavam fechadas, embora ele evidentemente não estivesse dormindo. Uma estátua perfeita, entalhada em alguma pedra desconhecida, lisa como mármore, cintilante como cristal.”


... E o Vento Levou


Título: ... E o vento levou
Nº de Páginas: 801
Autora: Margaret Mitchell
Editora: Hemus
Edição: 1964

"Um relato apaixonante sobre a guerra civil norte-americana, a aristocracia sulista que ela abala e transforma, e a coragem de uma mulher que nunca se deixou vencer. Conheça a linda e tempestuosa Scarlett O'Hara e o irresistível Rhett Butler, que a ama ao longo de suas provações"

- sinopse pega no site  http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/447467/e-o-vento-levou  porque meu livro já estava reencadernado e, por isso, não continha mais a página da sinopse.




Coisa 2:
Certo… ainda estou embasbacada com esse livro. Simplesmente embasbacada. É, como todos sabem, um clássico da literatura. Acabei de chegar à sua última página e tudo em que consigo pensar é que me deparei com uma gênia. A versão que eu li é realmente antiga, então tive de me acostumar a uma linguagem diferente. A palavra “dançar” até me parece errada depois de tantas vezes que a li escrita com a letra “s”. Penso que sou privilegiada por ter podido escolher uma versão mais antiga, porque tenho certeza de que as atuais sempre perdem algo. Ou o sotaque dos negros, ou então a magia que envolvia aquela época complicada. Simplesmente me apaixonei por esses personagens complexos e bem elaborados. Rhett Butler é simplesmente encantador, com o mistério tão simplório que o envolve. Ao final do livro, assim como em seu decorrer, fica simplesmente tão simples de ler seus sentimentos que é apenas a egoísta Scarlett O’Hara que não os percebe. O incrível é que essa pequenina mulher destemida nunca deixou de ser uma O’Hara, tão valente quanto seu pai irlandês, não importando quantas vezes mudava de sobrenome. Nenhum homem era capaz de subjuga-la e por isso nunca se apaixonou por eles. Apenas quando o misterioso Butler lhe nega o amor que deveria sentir por ela é que nossa maravilhosa guerreira egoísta começa a lhe prestar atenção. E o que começa sendo ódio e desprezo torna-se a amizade mais linda que jamais verei novamente. Finalmente, ela encontra alguém que a entenda. Treinada para ser uma Senhora, tudo o que consegue fazer é lutar pela sua amada Tara e por dinheiro, sem perceber que o que mais deseja no mundo jamais será encontrado no segundo. O que ela quer é paz. E não posso esquecer Melly, a doce e ingênua esposa de Ashley. Ela se prova uma das personagens mais fortes da história, mesmo que ninguém acredite que ela possa ter visto o mal. Nem mesmo a guerra e o pavor a fazem perder a ingenuidade. Todos na história continuam os mesmos, pois o que mais amam é sua soberania e sua honra. Scarlett, entretanto, preocupa-se muito mais com as colinas vermelhas que já abrigaram acres e mais acres de algodão crescente. Até o final, e mantenho a minha opinião, penso que é o que ela mais ama no mundo. Sua Tara. Não mede esforços para recuperá-la quando pensa poder perdê-la. Ninguém entende seu amor pela terra da Geórgia. Apenas Rhett, que prova ser realmente observador e conhecê-la melhor que qualquer um. Rhett Butler, ao meu ver, é o único ser capaz de amar Scarlett depois de conhecer sua verdadeira natureza. E, ainda assim, mesmo sabendo do egoísmo escancarado, da crueldade prazerosa e de todos seus defeitos, Scarlett simplesmente me encanta. Isso tudo porque ela venceu em uma carreira que era destinada apenas a homens. A admiro mais do que a qualquer outro personagem, porque, mesmo que não o percebam, ela salvou da miséria bem mais do que apenas a si mesma. Salvou as irmãs pelas quais não sente nenhum amor, salvou Melânia, por quem, no início, sentia um ódio profundo, salvou tia Pitty, que considerava fraca e muitos outros. É, realmente, um dos melhores livros que já caíram em minhas mãos. Detalhado e especial, levarei comigo, para sempre, o lema de Scarlett: “Amanhã hei de pensar em tudo isso.  Então terei mais forças”. Foi como sobreviveu à morte de todos que amava e não se deixou levar pela tristeza. Enquanto ela não pensar, pode fingir que não aconteceu. Se leu até aqui, por favor, faça um favor à sua criatividade e aumente sua cultura ao ler esse livro. Vale a pena, acredite em mim.


" - [...] E vocêê, Scarlett, está mesmo precisando de muitos beijos! O seu mal é êsse. Todos os seus apaixonados a têm respeitado demais, só Deus sabe porque! Talvez tenham tido receio de excederem-se... O fato é que você está se tornando de-veras insuportável. Devia ser beijada, e por alguém que tivesse experiência disso.
[...]
- E pensa, naturalmente, que você é a pessoa indicada, não é? - perguntou com sarcasmo, dominando dificilmente o mau humor.
- Certamente, se eu quisesse me dar êsse incômodo - respondeu êle negligentemente - Elas dizem que eu beijo muito bem"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Mar de Monstros


 

Título: O Mar de Monstros
Nº de Páginas: 279
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Coleção: Percy Jackson e os Olimpianos

"Último dia de aula. Minha mãe estava certa, eu devia estar empolgado. Pela primeira vez na minha vida eu praticamente terminara um ano sem ser expulso. Nenhum acidente esquisito. Nenhuma briga em sala de aula. Nenhum professor se transformando em monstro e tentando me matar com comida de cantina envenenada ou dever de casa que explodia. No dia seguinte eu estaria a caminho do meu lugar favorito em todo o mundo - o Acampamento Meio-Sangue.
Só faltava um dia. Certamente, nem eu conseguiria estragar tudo. Como de costume, eu não tinha ideia de como estava errado."
Coisa 1: E titio Rick nos presenteia com a continuação mais que esplendorosa de Percy Jackson e os Olimpianos. Como é de costume, a mitologia grega apresenta deuses nitentes e deslumbrantes, com batalhas épicas, que nos fazem vibrar a cada palavra. Percy começa a usar Contracorrente e nós simplesmente nos "drogamos" com a aventura iniciada. Confesso que sou suspeita para falar - sou completamente apaixonada pela história de Percy, Grover e Annabeth -, porém, contudo, ouso dizer que a dosagem entre comédia, ação, amizade, aventura, romance e todos os gêneros que existem está satisfatória e até mesmo exemplar. Recomendado ppara quem gosta de uma aventura que lhe teletransporta para o mundo ao qual desabrocha a cada página. vale a pena conferir.

"Eu não sabia então, mas minha mãe e eu nunca teríamos nossa conversa à tarde.
Na verdade, eu não voltaria a ver nossa casa por um longo, longo tempo."

domingo, 25 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

O Ladrão de Raios

Título: O ladrão de raios
Nº de páginas: 385
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrinseca
Coleção: Percy Jackson e os Olimpianos


"E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antiguidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passa da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade"


Coisa 2:
Particularmente, eu realmente gostei do livro. Desde sempre a mitologia grega me é fascinante. Este não é apenas um livro qualquer, pois trás muito sobre a história dos Deuses, assunto pelo qual eu me interesso muito. Rick Riordan sabe escrever realmente bem, mas o melhor de seus livros é o envolvimento histórico que contém. Nem tudo o que ele escreve é verdade, obviamente, entretanto a mitologia está muito bem descrita, assim como os personagens. 
Ele conseguiu equilibrar a comédia com o drama que é o fato de Percy, no início, não ter um pai. Creio que é um livro muito bem escrito com uma história interessante. O livro não é perfeito, entretanto é realmente interessante.


" - Vamos - disse a meus amigos.
- Espere só um minuto - queixou-se Grover. - Fomos praticamente esticados até a morte!
- Então estão preparados para o Mundo Inferior - falei. - Fica a apenas uma quadra daqui"  

(pág. 291)
Coisa 1:
Oioi gente! Então aqui a gente começa a maior loucura de todas - e sim, tudo é culpa da Coisa 2. Esse deveria ser um blog pessoal, sei lá se ainda é, eu não sei, tô dividindo, Hoje, neste dia quente de doer aqui, ensolarada que é uma coisa e com minha inspiração desaparecendo pelos meus poros, eu venho dizer: Oioi gente!
Ok, sem muita demora, esse deve ser um blog literário. Os livros que lemos e que ainda leremos serão postados acá com nossa crítica e opinião - para o bem de todos, ouso dizer que minha crítica carregará mais lombrigas e insignificâncias malucas que crítica construtiva, porém, entretanto, todavia e contudo, eu ainda acho que vale a pena escrever aqui.
2Beijos da Coisa 1.

Coisa 2:
HOHO, bem-vindos ao nosso pequeno refúgio. Todos têm seus problemas e eu, particularmente, gosto de fugir quando estou a ponto de explodir. A melhor forma, pra mim, é ler. E, mesmo que a coisa 1 tenha parecido completamente maluca - e ela é - ela é muito inteligente e lê pra caramba! Nós gostamos muito de lombrigas, por isso elas talvez venham a aparecer por aqui.
De qualquer forma, realmente esperamos que gostem do nosso cantinho maluquinho aqui. Se não souber o que ler, é só clicar em qualquer autor e ver o que nós pensamos a respeito. Eu, pelo menos, também colocarei aqui livros pelos quais não tive muito apreço. Mesmo assim, nos sugiram o que ler e venham falar com a gente.

Bjs bjs e até a próxima ;33

Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir  - Francis Bacon